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    » O COLISEU DE ROMA, SÍMBOLO DE UM IMPÉRIO



    Redação Anuncifácil

     

    "Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma ruirá e quando Roma cair, o mundo cairá" (Beda, monge e escritor do séc.VII).

     

    Situado na parte central da capital italiana, o “Anfiteatro Flaviano”, mais conhecido como “O Coliseu” (nome dado devido à colossal estátua do Imperador Nero, situada perto do edifício), é monumento mais importante de Roma. Foi à maior e mais freqüentada “casa de espetáculos” do antigo império. Apesar de estar deteriorado devido à ação do tempo, terremotos e saques, continua como um símbolo, uma lembrança do poder e grandiosidade daqueles que foram um dia os maiores dominadores do mundo e usaram-no como instrumento de propaganda e difusão da filosofia e modo de vida do povo romano.

     

    Desde o fim da sua construção, ordenada pelo Imperador Vespasiano no ano 70 d.C., é considerado como uma das maiores obras realizadas por arquitetos romanos. Utilizando mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo, tinha 50 metros de altura, podendo acomodar mais de cinqüenta mil pessoas. Anos mais tarde, foi reformado e ampliado, chegando a acomodar cerca de noventa mil visitantes, possuindo até uma cobertura de lona para proteger os espectadores. Em sua arena, assim chamado o palco central, feito de madeira, coberto de areia (por isso o termo “arena”), ocorriam diversa atividades esportivas como as corridas de “bigas” (pequenas carroças de um só lugar, puxadas por até quatro cavalos) e as “numerases”, que eram os duelos entre escravos, condenados, homens livres e aristocratas que haviam perdido sua fortuna. Todos em busca de fama e glória.

     

    Adorados pelo público, os gladiadores, assim chamados os competidores, adentravam na arena com o grito de “Ave, Caesar, nos morituri te salutant” (Salve, ó César, nós, que vamos morrer, saudamos-te!). Homens treinados em vários estilos de lutas com espadas, lanças e outros objetos usados para causar ferimentos, se enfrentavam até a morte. Esta era a parte mais apreciada e esperada pelo povo, que assistiam os confrontos em seus confortáveis assentos. Às vezes, durante as lutas, os organizadores inseriam feras, como leões e leopardos para dar mais emoção à platéia. Porém cabia ao povo ou mesmo ao Imperador o destino do derrotado, com o gesto de positivo com uma das mãos, este era poupado ao contrário era morto. Ocorriam também, encenações de caças a animais selvagens, vindos do continente africano, em um cenário teatral e finalmente graças a um engenhoso sistema de dutos subterrâneos, alimentados por aquedutos que traziam água de longe e inundavam a arena, havia batalhas navais, isto mesmo, batalhas com navios de guerra, inserido na programação do grande “Show” que o Coliseu apresentava.

     

    No subsolo da construção, organizado em diversos setores separados, existiam áreas reservadas para os animais, gladiadores, diversos materiais e veículos e todo serviço de apoio para o funcionamento do anfiteatro. Elevadores transportavam os animais, atletas e o material cênico para o palco principal, garantindo maior facilidade e rapidez na realização do espetáculo.

     

    Sendo o principal local de eventos da “Capital do Mundo” até o séc. V, as atividades esportivas prolongaram-se ate até o ano de 404, quando as mortes que envolviam seres humanos foram proibidas. Neste mesmo período, um grande terremoto arruinou quase toda a construção, dando fim à principal atividade de entretenimento da cidade. Com o declínio do Império Romano, o prédio passou por diversas reformas e foi utilizado para outros fins, que vai desde fortificação contra ataque dos bárbaros a sede de ordens do clero.

     

    Um fato curioso na história da construção do Coliseu foi que o nome do arquiteto Gaudêncio, responsável pela obra foi ocultado pelos governantes romanos, por ter sido ele um cristão e estes eram considerados inimigos do Império no séc. I.

     

    Apesar de ser consagrado como a área de martírio dos seguidores do cristianismo, pelo Papa Bento XIV, no séc. XVII, que declarou o lugar como “santo”, o fato não é comprovado historicamente. Os relatos da época descrevem que a matança daqueles que seguiam os ensinamentos de Jesus Cristos, eram realizadas em vários locais diferentes, pois o Coliseu não era o único em Roma, existiam outras arenas, em outras regiões da cidade e arredores, mas mesmo assim foram feitos trabalhos de restauração, pelos pontífices Gregório XVI e Pio IX, no século XIX, que ajudaram a manter o monumento para realização de cerimônias católicas, que ocorrem semanalmente no edifício e procissão noturna da via crucis de Sexta-feira Santa, conduzida pessoalmente pelo Papa.

     

    A prefeitura de Roma criou um projeto (palavra em moda atualmente), para transformar o centro antigo da cidade em algo mais moderno e atrativo e restaurar o Coliseu em sua forma original, mas a comunidade acadêmica e defensores da integridade cultural e histórica do local protestaram e o projeto foi abandonado. Os estudos para melhorar o aspecto visual desta frequentadíssima área continuam, para garantir mais comodidade e conforto aos turistas e curiosos que vistam este importante sítio arqueológico.

     

    Séculos se passaram e o Coliseu permanece em seu local original, em ruínas, mas sobrevivendo e observando quase dois mil anos de história: o apogeu e o fim do Império Romano, as invasões bárbaras, revoluções, duas grandes guerras mundiais e agora a união dos países europeus. Apesar de sua história escrita com sangue, é um patrimônio cultural e histórico, não só dos romanos, mas sim da humanidade.

     

    Em 7 de julho de 2007, o Coliseu de Roma foi considerado uma das "Sete Maravilhas do Mundo moderno".

     

    Enio Trevizani


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