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    » Segundo paciente curado de HIV é confirmado por médicos



    Redação Anuncifácil

     

    Quase dez anos após o primeiro caso de sucesso na cura de um paciente aidético, quando Timothy Ray Brown foi declarado livre da doença, o segundo paciente curado de HIV foi confirmado rpela equipe médica da Universidade de Cambridge, registrando mais uma importante história de superação e persistência quanto a quadros clínicos delicados.

    Segundo informações publicadas na revista The Lancet, o venezuelano Adam Castillejo, de 40 anos, também conhecido como o "Paciente de Londres", está totalmente curado de uma AIDS que persisitia durante mais de dez anos em tratamento, não apresentando mais quaisquer sinais da doença já há cerca de 30 meses.

    "Quero ser um embaixador da esperança", disse o venezuelano em entrevista para o The New York Times.

    A revelação do segundo paciente curado de HIV na história da medicina foi feita somente nesta semana, mas desde março de 2019 que o tratamento de Adam já havia encerrado, quando passou por uma cirurgia de transplante de medula óssea doada por um organismo que continha células mutantes resistentes ao HIV, algo que resultou diretamente no fortalecimento de seu sistema imunológico.

    Quase um ano depois, a equipe médica permitiu, de forma consensual com o paciente, que Adam pudesse revelar sua identidade e expôr, ao mundo, que estava oficialmente curado da aids, após passar meses em observação e análise sobre o método cirúrgico ao qual foi submetido.

    “Achamos que isso é uma cura agora, porque já faz um ano e fizemos mais alguns testes” disse a virologista Dr. Ravindra Gupta, da Universidade de Cambridge.

    "Nossas descobertas mostram que o sucesso do transplante de células-tronco como cura para o HIV, relatado pela primeira vez há nove anos no 'Paciente de Berlim' [Timothy Ray Brown], pode ser replicado."

    Apesar do sucesso do tratamento do venezuelano, o professor Gupta, que esteve acompanhando todo o processo de cura de Adam, ressaltou, em entrevista para a BBC, que o método utilizado no caso do homem, caracterizado por ser baseado em um transplante pouco convencional e de alto risco, ainda não pode ser utilizado em larga escala como ocorrem com medicamentos tradicionais, mas que poderá indicar um vislumbre sugerindo uma possível cura definitiva para a aids.

    "Isso representa quase certamente a cura do HIV.", disse o professor Gupta (Redação Mega Curioso  / Foto: Andrew Testa/The New York Times)


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